Lançamento

Ester tem um dom desde a infância que nunca pediu: comunicar-se com os mortos. Iva perdeu a visão, mas enxerga melhor que muita gente.
No interior do Brasil, em 1948, seus caminhos se cruzam em um jardim de flores que não existem em nenhum outro lugar do mundo – algumas maléficas, outras nem tanto. Dos vinte aos noventa e cinco anos, Ester narra a própria vida, uma trajetória sobrenatural – as alegrias, os arrependimentos, os mortos que a acompanham — e descobre, devagar, que o laço que a une a Iva é mais profundo do quepoderia imaginar.
Obras
Mulher com brânquias
Rita, professora universitária, começa a ter visões de uma realidade paralela, como se estivesse o tempo todo mergulhada num aquário. Em casa, no trabalho ou na rua, ela se vê rodeada por seres aquáticos e especialmente pelo "grande peixe", uma criatura fantasmagórica que a persegue, mas que ninguém mais enxerga. Como se não bastasse, sua pele é tomada por escamas aos poucos, de forma dolorida e fantástica. Brânquias surgem em seu corpo, e isso pode significar o início ou o fim de uma jornada.

Onde se morre todos os dias
No dia do seu casamento, um homem abre os olhos e percebe que foi enterrado vivo. Fraco e atormentado, ele apenas deseja reencontrar sua noiva e se vingar daqueles que arruinaram sua vida.

Engolida por uma casa
Em uma viagem ao Japão, uma médica se vê rodeada de mistérios ao se hospedar em uma casa tradicional da aldeia Shirakawa-go. Tomada pelo universo de leis desconhecidas, a casa leva a protagonista ao ano de 1818, fazendo-a regredir duzentos anos. Um conto marcado por mudanças de estações, lugares inimagináveis e reflexões sobreuma cultura milenar.

Ovanoides
Sarah vive dentro de uma cápsula metálica e raramente tem contato com o mundo externo. Certa manhã, quando a cápsula se abre e não mais se fecha, é obrigada a sair e procurar ajuda. A busca leva Sarah a enfrentar a fragilidade do seu corpo, a dificuldade de se comunicar e a luta para preservar a moeda mais valiosa do seu tempo: o próprio sangue.

Nuvenzitas
Uma menina de doze anos reflete sobre a misteriosa habilidade de sua família: transformar as tristezas em pequenas pedras e arrancá-las do corpo com as próprias mãos. Um conto marcado pelo insólito e pelo estranho, mas também pela ingenuidade de uma criança.

Sobre a escritora
Biografia
Patrícia Baikal é radicada em Brasília/DF e autora dos livros O jardim de mil olhos (2026), Mulher com brânquias (2017), e Mariposa (2015). Foi vencedora do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica (2025) e finalista dos Prêmios Off Flip (2026), Odisseia de Literatura Fantástica (2024), Campos do Jordão de Literatura (2015) e Darcy Ribeiro (2014).
Prêmios



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Eventos


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